domingo, 27 de junho de 2010

A importância do perdão


Provérbios 4:23

INTRODUÇÃO


Nós estamos ministrando sobre as portas do coração. Portas que cada servo de Deus precisa fecha-las, para que possa desfrutar da vida abundante conquistada por Jesus na cruz. Em estudos anteriores, falamos sobre a porta da amargura. Falamos sobre as fontes geradoras deste sentimento.
Dissemos que a primeira fonte é o relacionamento quebrado entre pais e filhos, e a segunda fonte é fundamentada nos laços rompidos entre os cônjuges.
Paramos no caminho da cura e dissemos que daríamos continuidade ao assunto. Prosseguindo ...

I. O PERDÃO É O CAMINHO PARA A LIBERTAÇÃO DA AMARGURA, DA MÁGOA E DA FERIDA.


Pelo perdão, abrimos o caminho para Deus trazer à nossa alma, a cura e a restauração.
Andar em perdão, é andar em vitória .
Há um poder extraordinário no perdão. Por que nele caminhamos na luz e na paz de Deus. Andando em perdão, não há como o inimigo conseguir penetrar em nossa alma, através das suas feridas, acusações e calúnias. (Ef. 4:32; Col. 3:13).
Percebemos que o perdão é o caminho, é a chave para a libertação da amargura.

II. O QUE É PERDÃO?


Há várias palavras gregas empregadas no Novo Testamento, que destacam os diversos aspectos do seu significado. Vejamos algumas:

1. Aphiemi – Significa deixar ir; perdoar é usado cento e quarenta e cinco (145) vezes no Novo Testamento. Desde Mt 3:15 até Ap. 11:9. Esta palavra denota o perdão de dívidas (Mt 6:12), cancelando-as completamente. Implica em libertação, deixar a pessoa livre.
2. Áphesis, substantivo grego usado por 17 vezes. Significa despedida.
3. Charizonai, ser gracioso com, uma palavra grega utilizada por vinte e duas(22) vezes. Ef 2:32. É usado para o ato do perdão, tanto divino, quanto humano (Lc. 7:42,43).
4. Apolúo, soltar, verbo grego que significa deixar ir, divorciar-se (Lc. 13:12; Mt18:27).

Perdoar significa, deixar livre, soltar, libertar, despedir, mandar embora, atribuir um favor incondicionalmente àqueles que nos feriram. É não levar em conta o mal causado; é não reter a mágoa ou ferida; é agir como se o incidente nunca houvesse acontecido.
O perdão dos pecados é uma prerrogativa divina (Sl 130:4). Jesus recebeu o poder de perdoar da parte do pai (Mt 2:5). Um perdão pleno, gratuito e eterno é oferecido a todos quantos se arrependerem e crerem no evangelho. De modo que os crentes devem perdoar aqueles que os ofendem, de modo imediato, abundante, definitivo, porque esse perdão deve imitar o ato divino.

III. ENTENDA QUE:


O perdão que recebemos de Deus é proporcional ao perdão que liberamos sobre os nossos ofensores (Mt6:12). Não se trata de uma questão de salvação, mas, sim, de bem-estar consigo mesmo e com Deus (Lc 6:37-38).
O perdão é um ato da minha vontade . O perdão não depende das emoções. As emoções não são inclinadas a perdoar. Muito pelo contrário, as emoções nos mandam revidar, dar o troco às ofensas, mas cabe a nós pormos nossa carne sujeita à servidão e devemos decidir trilhar na vereda do perdão.
É uma questão de obediência (Devo amar, devo perdoar). Devo cumprir cabalmente o mandamento de Jesus descrito no sermão da montanha: se teu inimigo tiver fome, dai-lhe de comer, se tiver sede, dai-lhe de beber, se quiser andar contigo uma milha, anda com ele duas, não te deixes vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem. O servo não questiona, ele simplesmente obedece.
Em nossa língua o abecedário começa com A,B,C,D, no reino de Deus, ele começa com O,B,D,C. (OBEDECER).

IV. O PERDÃO É COMPOSTO DE DOIS ELEMENTOS:

a. Natural – Origina-se no próprio homem
b. Sobrenatural – E de competência divina.
A parte que cabe a Deus é o milagre. Deus opera o milagre no assunto do perdão, restaurando a alma, as emoções, o amor próprio, modificando o senso pessoal de justiça, libertando da amargura, curando o inconsciente. Esse mover sobrenatural de Deus exige, no entanto, a condição de que se faça a parte que cabe ao ser humano. Lembre-se, o perdão, é uma escolha, é um ato de obediência à ordenança de Deus, o qual só fará o milagre quando o homem cumprir o que lhe cabe no processo de perdão.

V. O QUE ACONTECE QUANDO UMA PESSOA NÃO PERDOA.


a. Quem não perdoa é prisioneira do seu passado.
Perdem a capacidade de viver do presente. Daí porque se fere tanto, pois diante de cada atitude ele revela dificuldade em analisar a situação como de fato ela é no momento. Ele encara o presente com os olhos do passado.
b. Quem não perdoa é prisioneiro das pessoas do passado.
Estar com sua mente constantemente cheia das lembranças daqueles que foram instrumentos de mágoas. (dorme, acorda, tomar café com a pessoa na mente).
c. Quem não perdoa é prisioneiro da mágoa.
É comprovado cientificamente que uma grande parte (80%) das enfermidades físicas é de origem psicossomática.
Li sobre uma mulher que vivia prisioneira em uma cadeira de rodas sofrendo de artrose pelo fato de não conseguir perdoar alguém que a magoara muito. Após ser ministrada sobre a importância do perdão, no ato da vontade ela decidiu perdoar o seu ofensor, então algo extraordinário aconteceu, ela curada instantaneamente levantando-se da cadeira de rodas, passou a glorificar a Deus.
d. Quem não perdoa é atormentado por demônios (Mt 18:4)
Este texto mostra que o mau servo foi lançado na prisão e foi atormentado por verdugos, ou seja, por demônios pelo fato de não perdoar.

CONCLUSÃO


Há um poder extraordinário no perdão, que nos torna livres em Deus. Livres do passado, livres dos instrumentos de feridas, livres das mágoas e libertadores.

Libere o perdão!!!

domingo, 6 de junho de 2010

Dízimo, Dizimar, porque sou Dizimista?


A ordem de Deus era de que tudo o que os judeus recebessem dariam o dízimo ao Senhor:
(Levítico 27.30-34): “Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor. Porém se alguém das sua dízimas resgatar alguma coisa, acrescerá o seu quinto sobre ela. No tocante às todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor. Não esquadrinhará entre o bom e mal, nem trocará, mas, se em alguma maneira tocar, o tal e o trocado serão santos; não serão resgatados. Estes são os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel no monte Sinai.”
Quando alguém por algum motivo gastasse o dízimo, a pessoa teria que acrescentar um quinto sobre o dízimo. Um quinto de 10% é igual a 2%, ou seja acrescentaria 2% do total sobre o seu dízimo. Será que estamos fazendo o mesmo?

Para quem era pago o dízimo?

Os dízimos eram pagos aos Levitas:
(Números 18.24): “Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão”.
Deus queria que toda a nação fosse sacerdotal:
(Êxodo 19.6): “E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.”. Porém por desobedecerem a Deus, Deus levantou a tribo de Levi, para trabalharem como tribo sacerdotal.

Os Levitas não tinham meios de rendas, gados, heranças que lhes assegurassem sustento. Por restarem serviços a tenda da congregação recebia os dízimos dos filhos de Israel:
(Números 18.21): “Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que exercem, o ministério da tenda da congregação”.
Todavia, os Levitas não tinham permissão de ficarem com a totalidade dos dízimos recebidos, mas daquilo que lhes era concebido , eram obrigados a dar uma parte chamada dízimo dos dízimos:
(Números 18.26): “Também falarás aos Levitas e dir-lhes-ás: quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado em vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao Senhor: O Dízimo dos dízimos.”
(Neemias 10.38): “E que o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando estes recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos dos dízimos à casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro.”
Esses dízimos tinham de ser todas as dádivas:
(Números 18.29): “De todas as vossas dádivas apresentareis toda a oferta do Senhor: do melhor delas, à parte que é sagrada”.
Não podia ser entregue a qualquer pessoa, tinha que ser entregue ao sacerdote Arão:
(Números 18.28): “Assim também oferecereis ao Senhor uma oferta de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel e deles dareis a oferta alçada do Senhor a Arão o Sacerdote.”

Para que era o dízimo?

O dízimo, primeiro, era o sustento dos levitas e sacerdotes (quem sabe se as igrejas de hoje, passassem a cuidar mais dos seus pastores e suas famílias), depois para os órfãos e obras sociais:
(Deuteronômio 14:29): “Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.” (Princípio de produtividade ligado ao trabalho)
(Gênesis 1:26): “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.”
A palavra tudo (ou toda) aparece, em Gênesis 1.26-31, 11 vezes: (v26= 2, v28=1, v29=3, v30=4, v31=1).

Onde é que os judeus deveriam oferecer seus Dízimos?

Competia-lhes trazer ao lugar que o Senhor vosso Deus escolhesse entre todas as tribos, para ali por o seu nome, Isto é, Jerusalém:
(Deuteronômio 12.5): “Mas o lugar que o SENHOR vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis.”
(Ezequiel 5.5): “Assim diz o Senhor DEUS: Esta é Jerusalém; coloquei-a no meio das nações e das terras que estão ao redor dela.”
O oferecimento dos dízimos era transformado numa grande festa onde todos participavam:


(Deuteronômio 12:7-12): “E fiz assim, como se me deu ordem; as minhas mobílias tirei para fora de dia, como mobílias do cativeiro; então à tarde fiz, com a mão, uma abertura na parede; às escuras as tirei para fora, e nos meus ombros as levei, aos olhos deles. E, pela manhã, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, porventura não te disse a casa de Israel, aquela casa rebelde: Que fazes tu? Dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Esta carga refere-se ao príncipe em Jerusalém, e a toda a casa de Israel, que está no meio dela. Dize: Eu sou o vosso sinal. Assim como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão para o exílio em cativeiro. E o príncipe que está no meio deles levará aos ombros as mobílias, e às escuras sairá; farão uma abertura na parede para as tirarem por ela; o seu rosto cobrirá, para que com os seus olhos não veja a terra."
Se Jerusalém fosse longe da vila onde morava o dizimista, o transporte de suas colheitas poderia criar um problema, Deus permitiu que fosse vendido tudo e teriam o dinheiro:
(Deuteronômio 14:22,24 e 25): “Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus;”
O que não podia era deixar de trazer o dízimo. A cada três anos, o dízimo era oferecido na própria terra do dizimista:
(Deuteronômio 14:28; 26:12): “Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas;” e “Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem;”

Ofertas e Dízimos

O dízimo era obrigatório, a oferta era voluntária:
(Êxodo 35:5): “Tomai do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao SENHOR: ouro, prata e cobre,”
Apesar da Oferta ser alçada, poderia ser estipulada:
(Êxodo 35:6,9): “Como também azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras, e peles de carneiros, tintas de vermelho, e peles de texugos, madeira de acácia, e azeite para a luminária, e especiarias para o azeite da unção, e para o incenso aromático. E pedras de ônix, e pedras de engaste, para o éfode e para o peitoral.”

Três tipos de ofertas:
1)Do homem (Êxodo 35.23 e 24) coisas médias: “E todo o homem que se achou com azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugos, os trazia; todo aquele que fazia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao SENHOR; e todo aquele que possuía madeira de acácia, a trazia para toda a obra do serviço.”
2)Da mulher (Êxodo 35.25 e 26) coisas pequenas: “E todas as mulheres sábias de coração fiavam com as suas mãos, e traziam o que tinham fiado, o azul e a púrpura, o carmesim e o linho fino. E todas as mulheres, cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pêlos das cabras.”
3)Do príncipe (Êxodo 35.27 e 28) coisas grandes: “E os príncipes traziam pedras de ônix e pedras de engastes para o éfode e para o peitoral, E especiarias, e azeite para a luminária, e para o azeite da unção, e para o incenso aromático.”

Idéias erradas quanto ao dízimo

1)Não é legalismo (dar o dízimo só pelo peso da lei);
2)Não é substituto das virtudes cristãs (entregar o dízimo não isenta o crente da prática das grandes virtudes. Em Lucas 11:42): “Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras.”; Jesus repreendeu os Fariseus porque davam os dízimos, mas desprezavam o juízo de Deus.
3)Não deve se transformar numa carga insuportável, deve ser uma manifestação espontânea.
4)Não concede poder de barganha (dar o dízimo para Ter privilégios na igreja).
5)Não nos torna merecedores da graça divina (o dízimo não compra a salvação).

Bênçãos advindas da fidelidade de dizimar

1)Quatro tipos de demônios são repreendidos:
a)Devorador (Malaquias 3:11);
b)Cortador (Joel 1:4, parte a) ;
c)Migrador (Joel 1:4, parte b), faz viagens periódicas em seu lar);
d)Destruidor (Joel 4.4, parte a).

2)Teremos respeito pelo de fora (Malaquias 3:12);
3)Vitória sobre a avareza (Efésios 5.5);
4)Deus abre o coração para nós (Malaquias)

Malaquias dividido em cinco partes

1)A eleição de Israel como povo de propriedade divina (1:6);
2)Os pecados dos Sacerdotes (1:7 a 2:9);
3)Casamentos com povos estranhos (2:10-16);
4)A esperança do povo (2:17 a 3:6);
5)Violência contra Deus (3:17-12).