quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Infinitamente mais - Efésios 3:20,21

Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!

Estes dois versos são a parte final da oração que o apóstolo registrou na Epístola, conforme vimos no estudo anterior, e compõem uma doxologia (palavra que deriva do grego doxa, “glória” – uma declaração que reconhece atributos pessoais do nosso Deus).  Outras doxologias são encontradas no Novo Testamento: Rm 16:25 e Jd 24.

O nosso Deus é Todo-Poderoso e atua em nós, sua Igreja. É isso que diz o verso 20.  Tal constatação nos reporta às manifestações poderosas do Senhor junto ao Seu povo, Israel, no Antigo Testamento. Histórias como as relatadas no livro de Josué, como a conquista de Jericó (Js 6) e Juízes, como a vitória de Gideão contra os midianitas (Jz 7), dentre tantas outras, demonstram o que significa ter o poder de Deus operando em nós.  Em Romanos 8, a partir do verso 31, o apóstolo Paulo nos legou um cântico, chamado Cântico de Vitória, que inicia com a seguinte indagação: Se Deus é por nós, quem será contra nós? A resposta é óbvia: ninguém!!!
Somos mais do que vencedores! Somos mais do que vencedores! Mais do que vencedores em Cristo Jesus, nosso Senhor! Aleluia!!! (este é mais um trecho do Cântico de Vitória, Rm 8:37).
Deus está com Seu povo fiel e santo. Ele disse: Nunca o deixarei, nunca o abandonarei (Hb 13:5).  É a certeza da presença do Senhor que nos leva a confiar que conquistaremos territórios, venceremos gigantes, saltaremos muralhas.  Houve um dia quando Moisés declarou ao Senhor que se a Sua presença não fosse com ele e seu povo, ele desistiria de prosseguir! A palavra que o Senhor deu a Moisés naquela oportunidade é tremenda: Eu mesmo o acompanharei, e lhe darei descanso. (Ex 33:14).

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Quando Deus não é Suficiente

“Fizeste-nos para ti, Senhor, e o nosso coração permanece inquieto enquanto não encontra repouso em ti” (Agostinho, Confissões).

“Há um vazio no coração do homem do tamanho de Deus que não pode ser preenchido por qualquer coisa criada, mas somente por Deus, o Criador, conhecido através de Jesus” (Blaise Pascal, Pensées).
Então, vieram ter comigo alguns dos anciãos de Israel e se assentaram diante de mim. Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos dentro do seu coração, tropeço para a iniquidade que sempre têm eles diante de si; acaso, permitirei que eles me interroguem? Portanto, fala com eles e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Qualquer homem da casa de Israel que levantar os seus ídolos dentro do seu coração, e tem tal tropeço para a sua iniquidade, e vier ao profeta, eu, o SENHOR, vindo ele, lhe responderei segundo a multidão dos seus ídolos; para que eu possa apanhar a casa de Israel no seu próprio coração, porquanto todos se apartaram de mim para seguirem os seus ídolos (Ezequiel 14:1–5).
O coração novo que temos em Cristo está ainda em processo de aperfeiçoamento, e quando Deus, de forma funcional, “não é suficiente”, nossas ansiedades e medos tomam conta, e então, saímos em busca de deuses projetados e pseudosalvadores. O que isso significa?
No início de Ezequiel 14, podemos escutar a conversa fascinante que ocorreu entre o profeta e Deus. Eis o contexto: Ao invés de apresentar e contar a história de redenção de Deus às nações, Israel havia sido gradualmente atraída para a adoração dos deuses das nações vizinhas.