quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A natureza física humana de Jesus


A natureza física humana de Jesus• A Bíblia dá várias indicações de que Jesus era uma pessoa completamente humana (corpo, mente e espírito).
• No aspecto físico:
a) gestação e nascimento (Lucas 2:4-7; Gál. 4;4)
b) crescimento (Lucas 2:52)
c) ascendência humana (Mat. 1:1; Atos 13:22-23; Rom. 1:3)
d) aparência pessoal (João 4:9, 20:15)
e) limitações físicas:
 fadiga (João 4:6)
 fome (Mat. 4:2, 21:18)
 sede (João 4:7, 19:28)
 sono (Mat. 8:24)
 dor (Marcos 15:15-19)
f) nomes humanos:
 Filho do homem (Lucas 19:10)
 nazareno (Mat. 2:23)
 profeta (Mat. 21:11)
 carpinteiro (Marcos 6:3)
g) a ênfase da encarnação (João 1:14, I João 4:2-3)
h) o testemunho dos discípulos (I João 1:1)
• No aspecto psicológico
a) amor (João 13:23)
b) compaixão (Mat. 9:36, 15:32)
c) sofrimento, tristeza (Mat. 26:37; Luc. 22:44; João 11:33-35)
d) alegria (Lucas 10:21)
e) ira, indignação (Mat. 21:12-13; Marcos 3:5, 10:14)
f) surpresa e admiração (Lucas 7:9, Marcos 6:6)
g) solidão e abandono (Marcos 14:32-34, 15:34)
h) capacidade cognitiva (Lucas 2:52, Marcos 13:28, Mat. 23:37; Marcos 9:21; João 4:17-18; João 11:13-14; Marcos 13:32)
• no aspecto espiritual
a) dependência da oração (Marcos 1:35, Lucas 6:12-13)
b) jejum (Mateus 4:2)
c) tentação ((Mat. 4:1; Heb.4:15)
d) unção do Espírito (Atos 10:38)
e) participação nos cultos (Lucas 4:16)

Heresias primitivas que contestam a humanidade de Jesus
• Docetismo (dokeo = parecer): a divindade nunca poderia tornar-se realmente material, já que a matéria é inerentemente má, ao passo que Deus é puro.
• A carta de I João foi escrita basicamente para combater o docetismo (I João 1:1-2, 4:1-3)
• Apolinarismo (Apolinário, bispo sírio séc. IV): ): Jesus era humano somente fisicamente, mas sua alma era divina.

O nascimento virginal de Cristo• Doutrina muito debatida entre o final do séc. XIX e início do XX pelos fundamentalistas e modernistas.
• Fundamentalistas consideravam uma crença essencial, baseada nos poucos relatos bíblicos existentes (Mateus 1:18-25; Lucas 1:26-38; Isaías 7:14).
• Modernistas a rejeitavam, consideravam não essencial ou reinterpretavam de modo não literal com base nos seguintes argumentos:
a) o silêncio de Jesus sobre o assunto
b) o silêncio de Marcos, João e Paulo
• O duplo milagre da concepção virginal: Deus provê tanto o componente humano como a encarnação.
• A relação entre a concepção virginal e a encarnação e impecabilidade de Cristo.
• Principais significados teológicos da doutrina do nascimento virginal:
a) afirmação da natureza sobrenatural da salvação, sem qualquer intervenção humana
b) a salvação não depende de qualquer qualificação humana (a origem humilde de Maria)
c) prova da singularidade de Jesus
d) evidência do poder e soberania de Deus sobre a natureza

A impecabilidade de Cristo
• O testemunho dos apóstolos: Heb. 4:15, 7:26, 9:14; João 6:69; I Pedro 2:22; I João 3:5; II Cor. 5:21.
• O testemunho do próprio Cristo: João 8:46.
• O testemunho dos incrédulos: Mateus 27:4, 19; Lucas 23:41
• Jesus teria sido passível de pecar? Sua tentação foi genuína ou somente uma farsa? As tentações de Cristo foram reais, embora fossem insuficientes para vencê-lo. A natureza divina torna a pecabilidade impossível.

As implicações teológicas da humanidade de Cristo.• A morte expiatória de Jesus tem valor para nós pois foi um ato sacerdotal.
• Pelo fato de ter experimentado a nossa natureza Jesus intercede por nós e nos ajuda em nossa fraquezas.
• Em Cristo vemos representada a verdadeira humanidade.
• Pela dependência da graça de Deus é possível para o homem viver de acordo com o padrão divino.

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